Powered By Blogger

domingo, 31 de julho de 2011

SONHO

Vivo o sonho de um milagre
Onde meu coração seja percebido
Antes do nada
E minha alma possa explodir
Antes que minha cara seja julgada
Vivo o terror da futilidade
Desprezo os olhares que dormem
Eu já não tenho mais idade

sábado, 30 de julho de 2011

ELA

Nenhum sentimento passa despercebido
Enquanto o coração dispara
Indiferente a tudo ao redor
Diferente de tudo que já viveu, coisa rara
Eis-me aqui ainda entorpecido

ESTRANHO

Estranho que tenhas batido tanto
Quase pondo abaixo o mundo
Entrando tal vendaval quando assovia
Tomando cada tom de respiração

Estranho que fosse quase um santo
Esperando brisa cada segundo
Surpreendido na ventania
Sem buscar refugio ou salvação

Estranho que tenha se apaixonado
Ao ver-se indo pelos ares em bares
Embriagando-se no sopro vão

Estranho que tenhas tudo deixado
Depois de me brincar feito malabares
Deixando o rastro de cacos pelo chão

sábado, 16 de julho de 2011

FADA

Paira num quase
La do alem
Resmunga uma frase
Mira o aquém
Quase me olha
Asas de uma fada maldita
Borboleta que me ignora
Palavras mal ditas
E vai mundo afora

sexta-feira, 15 de julho de 2011

TRAGEDIA

Sofre alma infeliz desafortunada
Em tanto andar e a nada chegar
Sangre os pés calejados de estrada
Poupe meu tempo desse maldito falar

Ah, pobre e desmerecida pena
Vagante voante num mar podre
O que procuras e para quem acenas?
Nada terás além do tombo ode

Veja quantas feridas cicatrizadas
São teus troféus numa disputa vã
Feitos de lixo de latas amassadas

Por onde andam os pés que te pisam?
Ai ai, pequenina coisinha de nada
A dor te consome feito draga

AI

Exploda
Alma
Peito
Coração
Jorre sangue
Feito mangueira furada
Agonizante
Cambaleante
Pela estrada
Exploda mundos
Em fuga
Minh’alma
Porta dos fundos

quarta-feira, 6 de julho de 2011

VERSOS DESESPERADOS

Meus versos hoje são feridas abertas
Sangrando o adeus, esmagando meu eu
Poucas coisas nessa vida foram tão certas
Quanto esse punhal n’alma me sofreu

Meu corpo esmagado pelas lembranças
Meu espírito fraco com náuseas sem fim
O inferno me laçou em suas tranças
Teu sorriso indo e vindo dentro de mim

Quanta escuridão nesse caminho
Bêbado e cego buscando prumo
Feito cachorro perdido buscando rumo

No fechar de porta, sentimento disperso
Meus versos hoje são desespero
Explodo o universo nesse enterro