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sábado, 26 de novembro de 2011

A TEMPO


O tempo
Chega em fim
A tempo de amargar
As verdades
Antes doces aos olhos
Em tempo
E assim
Ter tempo
De fugir de mim

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CURITIBA

Curitiba que tanto me falta
Saudoso que sou
Meu lugar
Minha ribalta
Curitiba fria
Gelada
Distante das tuas ruas
Quero o abraço
No inverno da sua ventania
Curitiba eterna
Onde risco meu traço

sábado, 19 de novembro de 2011

QUANDO


Quando
Em meu quê de quase nada
Vem não sei de onde
Sei La por que
Um algo sem nome
Cor ou data
Cobrando chuva nos olhos
Vem e como tal se vai
Feito fome
Real e abstrata
Quando?
Em meu quê de quase nada

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

SEMENTES DO MAL.

Não hás de passear pelo meu jardim
Não hás de semear meu canteiro
Sementes de um olhar morto em mim
Que brotam venenosos desesperos

Não hás de molhar minha terra, não mais
Não hás de descansar os pés no prazer
Dos beijos em tudo que de você jaz
De tantos feitos e tantos por fazer

Não hás de ser germinar das cinzas mortas
Quando se fizeste flor no meu jardim
Apodrecendo meu olhar à morte

Não hás de consertar uma vida torta
Com o falso brilho do sol sobre mim
Disfarçando desse mal a sorte

sábado, 12 de novembro de 2011

TIÃO


E vai pelo caminho
Torto
Tião
Torto
Pelo caminho
Juntando os pedaços
Caquinhos
Curtos passos
E vai estrada afora
É o Tião 
Parque da maldade
Com olhos baixos
E semblante perdido
Era uma vez um coração
Coitado do Tião

sábado, 29 de outubro de 2011

VEIO COMO...








Veio a noite no céu da tua boca
Entre os dentes cor de neve
La do fundo da sua alma louca
Falando sobre o que foi breve

Veio como vem o mar quando revolto
Enganando na beleza da espuma
Quebrando pedra e cais no beijo solto
Na praia solitária, praia noturna

Veio como vem a tempestade
Assoviando mortal desespero
Roubando a luz da minha cidade

Veio como o sol no ultimo dia
Cansado de iluminar meu mundo
A brilhar os olhos em outra via

sábado, 22 de outubro de 2011

ILUSÃO

Me leve aos confins do desespero
Onde os fantasmas assombrados
Tremem como se fora dia de enterro
Sem razão eu digo, escuro não é medo

Nada há que me assanhe os pelos
Por sentimento ateu ou igreja
Eu conheço o caminho inteiro
Da morte onde o pavor viceja

O terror das coisas desconhecidas
Alimenta a ilusão desesperada
Superando os olhos em mentes vencidas

Não há de ver o horizonte alem
Nem o final desse filme medonho
Através de olhos cegos de outrem