O tempo
Chega em fim
A tempo de amargar
As verdades
Antes doces aos olhos
Em tempo
E assim
Ter tempo
De fugir de mim
Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Carlos Drummond de Andrade