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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Atalhos


ATALHOS

Minha loucura não tem perdão
Meu caminho foi corrompido
Eu mesmo criei essa alucinação
Por atalhos de luz fui iludido

Minha sanidade ficou no travesseiro
Onde eu sonhava estar perfeito
De onde acordei pesadelo derradeiro
Minha vida ficou louca desse jeito

Clareza eu não espero mais
Minha mente escura segue
Nem um sentimento que me carregue

Minha loucura foi erradamente sã
Acertadamente sem noção ou nexo
Vivo sempre escravo do amanhã

Me perdi


ME PERDI
Em tanto imaginar me perco
E já não me acho no mundo
Vejo agora tarde olhando do fundo
Se sonhar foi algo irresponsável
Mas dizias estar junto a mim no céu
O que fazer com noites perfeitas?
Se as vi sem piedade serem desfeitas
De tanto entender, não entendo.
De tanto procurar, não aprendo.
Busco por novidades sorridentes
Mas a felicidade me cerrou os dentes
E os olhos só querem chover
Pelo desprazer de não lhe ver
Em tanto imaginar me acabo
Em sofrer qual pobre diabo
Fico vagando em noite eternas
E no escuro sob luz de velas
Não vejo muito além de mim
Mas prefiro ser-morrer assim
Em tanto imaginar me perco
E não me encontro nesse desacerto.

Terra dor


terra dor

Terra abençoada de alegrias e emoções
Jardins floridos e perfumados de tantas flores
Claridade ofuscando vida nos corações
Beleza destilando chuva de tantas cores

Terra maldita de sonhos e ilusões
Pântanos terríveis e assustadores
Sombras escuras vindas das dores
Sorrisos mortificados em tantas decepções

Nem imagine serem lugares distantes
Quem lá esteve sabe de qual plaga falo agora
Onde a felicidade existe, mas o choro não demora.

Somos invadidos por esse pais errante
E levados cativos voluntários da dor.
A uma terra distante, conhecida como amor.

OURO PRETO



OURO PRETO--


Subi as escadarias do passado
Andei pelas vielas da historia
Desci as ladeiras da inconfidência
Parei em reverencia a memória

Deixei o passado me invadir
Respirando Brasil colônia
Sentindo a indignação e revolta
Que no povo provocava insônia

Igrejas e sobrados gritando atenção
Ruas estreitas descendo emoção
O barroco transbordando sentimento

Cultura transparente pairando no ar
Vendo a historia diante de mim passar.
Viajando aqui aos pés do monumento

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Desejo


DESEJO

Os demonios que me atormentam
São rapidos em se multiplicar
Famintos pelo meu espirito
Dele se alimentam
No meu peito o destroçar

São começo e fim do meu desejo
Respiro o exorcismo dessas bestas
Que invadem,dominam
E não vejo

Meu coração é inferno
São momentos
Quem dera a sorte ter um fim!
Essa dor.
Não ter o fardo dos santimentos
Poder viver sem lagrimas
Sem amor

Entre tantas


ENTRE TANTAS

De tantas musas pelas quais escrevi
Culpa de um cupido sem juízo
A maior saudade nenhuma linha servi
O que me dói feito chuva de granizo

O primeiro beijo verdadeiro
Nos olhos verdes que mais admirei
Atenção que me tinha por inteiro
No corpo que mais tive e nunca amei

Anos se passam, mas ela não passa.
Não, não pense em amor platônico.
Só na tristeza que meu peito abraça

Fostes uma entre muitos amores
Mas dos nomes o que ainda me lembro
És hoje na saudade, minhas dores.

Odio


ODIO

Tento hoje conjugar seu ódio
No vácuo das suas palavras vazias
Busco decifrar tão fino veneno
Em frases a esmo jogadas frias

Em minha aljava de flechas magoadas
São muito óbvios os corações por alvo
Meu arco perdeu o teso e o salvo
E a visão pela dor jaz cegada