Do meu querer-te
Imenso
Tanto quanto
Não querer-te
Pago sozinho
Minha divida
Em vinho
Numa taça
Que me afoga
Me abraçaPenetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Carlos Drummond de Andrade