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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vida



VIDA

O sorrir -sorri
O chorar -chora
Quem fica-fica
Quem não-vai embora

A vida-inexiste
resiste
E acaba de repente
O oi é pra já
O adeus pra sempre

A pele das mãos esfria
Os olhos se fecham
A boca se cala
O peito silencia

A vida-desiste
O sentir –sente
Quem fica-chora
Quem vai –é pra sempre

Asas


ASAS

Um par de asas
Não é muito que desejo.
Só o que quero agora.
Um par de grandes e rápidas asas
Não precisa ser pra vida toda
preciso de alguns instantes apenas.
por alguns vales e montanhas somente
Depois pode cair, se desfazer.
Ou sumir e me abandonar no espaço.
No céu
me deixar em queda livre
Caindo
Caindo
E então, flutuar no verde
E me acidentar nos lábios mais lindos.
Cair suave pelo corpo que vai me amparar então.
Depois
Não preciso mais de asas
Tenho um anjo só meu
E pegando em minhas mãos vai me levar ao céu.
E juntos flutuaremos pelo nada
Pelo tudo
Não importa
Seremos só nós dois, e seremos um.
Noite eterna, até que amanheça.
Amanhecer em seus olhos.
Adormecer em seus braços
E acordar nos seus sonhos.

Porta aberta


PORTA ABERTA

Vivendo de expectativas
Deixo a porta escancarada
Não durmo e sequer me acalmo
Ânsia louca por sua chegada

Certeza de que muito em breve
Terei você livre em meus braços
Mas, o relógio covarde sem forças
Parece morrer a cada passo

Quem dera fosses minha amada
meu coração é teu eternamente
Pois meu peito se fez sua morada

Mas preferes ser estrela cadente
Vem rápido e se vai no brilho
Da solidão me fazendo filho

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Epico


epico

Conte-me a historia do cavalheiro
Que salvou do monstro-a donzela
Por premio um beijo da bela
Em seu coração o dardo certeiro

Conte-me a historia do cavalheiro
Que matou a espada o dragão
Mas que aprisionado foi no coração
Da beldade que o dominou por inteiro

Não existem mais dragões
Não existem mais razões
Só mesmo sua amada

Sua espada agora é um desejo
Seu escudo transformado em beijo
Em uma alma desarmada

Feito maré



feito maré

Feito furiosa ressaca chegaste
Invadindo tudo ao ocupar
Derrubando a falsa tranqüilidade nesse arraste
Fazendo de minha vida seu mar

Feito maré, sem mais agora parte
Deixando o caos e a solidão
Suas espumas ainda por toda parte
Misturadas aos cacos pelo chão

Vejo ao longe sua inesperada partida
Resquícios seus ainda no horizonte
Minha visão agora turva e aturdida.

Sou hoje um naufrago da desgraça
Sofro, mas não desejo sua volta.
Perdido nessa praia sem sol, sem graça.

Não poeta


NÃO POETA

Não sou pretensão em ser poeta
Porque meus sonhos não são irreais
Nunca reservei pra mim tal meta
Não caminho em falsos ideais

Evito viver caminhos errados
De bar em bar buscando motivo
vadio sem rumo embriagado
Querendo o porquê de estar vivo

Palavras no silencio que me acalma
Sentimentos que em mim se aflora
Escrevo por desafogo da alma

Vivo o conquistável por aqui
Não, não nasci com sina poeta
Iludido com sonhos, não morri.

Lua enamorada


lua namorada

Noite clara de lua tão cheia
Brancura fazendo breu virar dia

Claridade que minha alma permeia

Mergulho num mar que me alumia

Por qual poder se apoderas de mim?

Em qual sentimento me pegas assim?

Como podes iluminar-me na alma?
E como num só olhar me acalma?

Hipnotizado fico com sua visão

Pela estrada bem acompanhado
Dou-lhe assim de graça meu coração

Enamorado por você enquanto caminho

Preso em te olhar, você me ignora.

Inexisto. Más não me deixas sozinho