Powered By Blogger

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O MONSTRO


Tinha um monstro
Mas não sob a cama
Não era na janela
Nem o vento na rama
Era horrível o ser
No guarda roupas paz
Mas o sossego jaz
Porque mesmo sem ser
Era
E sendo todos os vultos
Era também todos os medos
Todas as idéias
E pela manhã ele se transformava
Em cortina, roupas e segredos

terça-feira, 6 de novembro de 2012

LAPIDE


Uma lapide infeliz
De quem se diz
O mundo se perdeu
E quem fui eu?
Tudo passa feito ventania
Tudo morre e muito se cria
Mas no fundo do fim
Ai da vida e ai de mim.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

NOITE


Quantas vezes o grito abafado
Lamenta o silencio desse mundo
Chorando La dentro nu e calado
No espelho um ser feio e nulo

Degraus infinitos sem corre mão
Estendem-se estreitos e quebrados
E sozinho sem amigos ou irmãos
Sigo trôpego doente e cansado

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

DESEJO


Porque o desejo de fazer de ti
O todo que sobra nessa falta
É o sonho que invade, chora e ri.
E faz meu peito sua ribalta

Se olhares por trás dessa fraqueza
Que aos teus olhos insiste existir
Deixar-se-ia rainha ou deusa
Única em meu reino se se permitir

Terias flores transbordando seus vasos
Poucas afirmo e não sou louco
Pois que imagino um jardim seu corpo

É possível que de tantas palavras
Se o desejo em ti não fizer vento
Talvez nunca saibas o que intento

DEMÔNIO E SOLIDÃO


Venha o demônio com suas hostes
Trazendo o fogo de toda dor
Queime tal fora o pentecostes
Tente a sorte mas saiba...
Todo o mal desse universo
É nada perto do que sinto
Eu jamais pedirei perdão
Já pedi pizza pra um
Eu tenho a solidão

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

SINS E NÃOS


E eu até que pensei
Na primeira luz de te olhar
Eu sabia que iríamos
Mesmo que aos nãos
Desembocar em algum lugar
E foram os malditos sins
Que quebrando elos um a um
Criaram atalhos
E nos levaram
Ao lugar algum

segunda-feira, 25 de junho de 2012

VOCÊ FOI...


Você foi minha ultima ilusão
No engano de tantas miragens
Mesmo velho de tantas viagens
Você foi da vida minha ultima lição

Por amor me perdi da sanidade
Na mansidão das nossas carências
A sua com prazo de validade
A minha podre de tanta ausência

Você foi tudo o que jamais deveria
Um demônio angelical insone
Sugando-me o ar noite e dia

Você foi o absoluto perfeito
Nas maravilhosas noites de amor
Em meus versos serás eterna, minha flor.